Para Sempre Ana – Resenha

22 mar

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Sinopse:

Na mística Três Luzes, o leitor percorre inicialmente três momentos afastados no tempo, onde três homens, de três gerações da família Rigotti, experimentam situações-limite pela influência de uma mesma mulher: Ana. A partir daí, a narrativa o leva a uma instigante viagem, nem sempre linear, entre meados do século XX e o início do XXI, na qual os dramas, o passado, o verdadeiro caráter e os segredos de cada personagem são pouco a pouco desnudados. A trama é conduzida pela busca de Ana e pela busca por Ana, forasteira misteriosa que abala os triluzianos e cuja trajetória se funde à dos demais em uma história carregada de luzes e sombras. A busca de Ana arrebata as emoções; a busca por Ana arrebata os sentidos. E ambas surpreendem. Sempre que tudo parece esclarecido, detalhes antes considerados sem importância provocam uma reviravolta geral na história. Até o último capítulo. Descubra se os mais atordoantes segredos de Três Luzes estão mesmo nos céus ou no fundo da alma de seus moradores.

Eu não sei muito bem como falar sobre esse livro. Quem me conhece sabe, e sabe bem, que eu sempre tendo a ser muito crítica com o que eu leio. Muitos dizem que o principal exemplo disso é que meu livro favorito é Orgulho e Preconceito, e mesmo assim eu ainda consigo achar defeito. De qualquer forma, eu estou meio insegura [okay, muito insegura] sobre falar de um livro tão especial. Primeiramente, eu devo deixar claro que Ana, ah, nossa Ana, foi o principal motivo para que eu lesse esse livro. Recebi boas, ótimas!, opiniões sobre a forma que essa personagem foi fundamentada, e logo pus-me a ler. Segundo, eu realmente me encantei com o Caio. Em algumas partes, não muitas, eu quis apertá-lo. Dei de ombros para o Carlos, ele não foi o melhor nem o pior personagem. Ri pra caramba da Claudia e quase me matei tentando descobrir como funcionava a mente estranha do Cris. [quem é que não fez isso?]

O livro foi divido em três partes. Em Impressões Turvas, talvez por ser quase uma introdução, não sei, eu não pude me prender muito a história. Na segunda, A Alma de Uma Mulher, eu comecei a entender algumas coisas, e a me interessar mais por aquilo que eu estava lendo. A terceira – e última – À Sombra do Crisântemo teve o desfecho da história, encantadora.

Foi um romance bem estruturado, delicado, do tipo que eu mal prestaria atenção [sua capa não é muito chamativa] ao passar por ele em uma livraria, mas que, numa segunda olhada, eu me sentiria tentada a levá-lo.

Ana é forte e, principalmente, esperançosa. Em alguns momentos esse excesso de fé me irritou, mas é algo tão da personagem que, por mais que eu me esforce, não consigo encontrar uma forma de arrancar isso dela ou imaginá-la sem isso. Carlos nunca foi meu personagem favorito, imaturo demais, mas no meio da trama conseguiu virar um ser humano decente. Cris era muito arrogante, mimada, chata. Uma personagem que eu tenho quase certeza que foi colocada lá para ser odiada. Padre Motta e Delegado Irineu me fizeram pensar em assunto sério com palavras banais.

Eu tentei ao máximo não dar spoiler [pois então perderia toda a graça] mas espero sinceramente que você leia. Foi um livro agradável, e acho que todos deveriam receber a lição que ele tem pra passar. 

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